Estados

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Aspectos Físicos - Clima, geologia e solos

CLIMA
 
O clima semi-árido abrange uma área que funciona como um centro dispersor de massas de ar, apresentando médias pluviométricas menores que as vigentes no resto do país. Em geral, as chuvas não ultrapassam os 800 mm/ano e se distribuem de forma irregular.

No verão penetra na região a massa (de ar) Equatorial continental, que já perdeu ao longo do caminho boa parte de sua umidade. A atuação da massa Equatorial resulta em chuvas, sendo seu período de ação conhecido pelos habitantes do semi-árido como “inverno”. No verdadeiro inverno há o avanço da massa Tropical atlântica, que já perdeu umidade nas áreas próximas ao litoral. As secas ocorrem quando nenhuma dessas massas de ar traz chuvas durante períodos longos, de um ano ou mais.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é um sistema atmosférico importante que atua na região semi-árida, assim como a Massa Equatorial Atlântica.

Clima Tropical Semi-Árido


Uma derivação do clima tropical ocorre no sertão nordestino, onde as precipitações anuais mal atingem 600 mm, provocando a existência de uma vasta área semidesértica de quase 1 milhão de Km2. Vários são os processos que explicam essa mancha seca sobre o nordeste brasileiro. De um lado, as chapadas e planaltos do agreste nordestino, dispostos paralelamente ao litoral oriental, interceptam a umidade e as chuvas que poderiam chegar através das correntes de leste (Tropical Atlântica e Equatorial Atlântica). No litoral setentrional, a temperatura da superfície do mar é mais fria (ao sul do equador), diminuindo a possibilidade de aumento da umidade do ar. Além disso, em termos da dinâmica da atmosfera, os deslocamentos e oscilações da ZCIT provocam a formação de uma grande célula de alta pressão, bastante estável durante o inverno e a primavera, período mais seco na região semi-árida.

Essa região, com cerca de 1 milhão de Km2, tem como característica básica a concentração e escassez pluvial, ou seja, quase a totalidade das chuvas ocorre em apenas 3 ou 4 meses, o que, em função das altas temperaturas, é insuficiente como recurso hídrico. Assim, a estiagem é bastante prolongada (entre 8 e 10 meses) e agravada pela forte irregularidade pluviométrica, que em alguns períodos (como aqueles afetados pelo ENOS – El Niño – Oscilação Sul) pode durar de 3 a 4 anos.


GEOLOGIA 


Cerca de 50% dos terrenos do semi-árido são de origem cristalina, rocha dura que não favorece a acumulação de água, sendo os outros 50% representados por terrenos sedimentares, com boa capacidade de armazenamento de águas subterrâneas.

Geologicamente, a região é composta por vários tipos diferentes de rochas. Nas áreas de planície as rochas prevalecentes se encontram cobertas por uma camada de solo bastante profunda, com afloramentos rochosos ocasionais, principalmente nas áreas mais altas; tais solos, chamados latossolos, são argilosos (embora a camada superficial possa ser arenosa ou às vezes pedregosa) e minerais, com boa porosidade e rico em nutrientes. Afloramentos de rocha calcárea de coloração acinzentada ocorrem a oeste.

SOLOS

A região planáltica é composta de arenito metamorfoseado derivado de rochas sedimentares areníticas e quartizíticas consolidadas na era Proterozóica média; uma concentração alta de óxido férreo dá a estas rochas uma cor de rosa avermelhada. Os solos gerados a partir da decomposição de arenito são extremamente pobres em nutrientes e altamente ácidos, formando depósitos arenosos ou pedregosos rasos, que se tornam mais profundos onde a topografia permite; afloramentos rochosos são uma característica comum das áreas mais altas. Estes afloramentos rochosos e os solos pouco profundos formam as condições ideais para os cactos, e muitas espécies crescem nas pedras, em fissuras ou depressões da rocha onde a acumulação de areia, pedregulhos e outros detritos, juntamente com o húmus gerado pela decomposição de restos vegetais, sustenta o sistema radicular destas suculentas.
De maneira geral, os solos que recobrem o semi-árido nordestino são quimicamente adequados, mas, apresentam quase sempre sérias restrições físicas. Cerca de quinze classes de solos recobrem a região semi-árida nordestina: latossolos, latossolos vermelhos escuros, solos litólicos, podzólicos, solos brunos não cálcicos, areias quartzosas, planossolos, regossolos, cambissolos, solos aluviais, solonetz-solodizados, vertissolos, rendzinas, solonchaks e brunizéns avermelhados. Todos apresentam um problema comum, isto é, estão em fase de acelerado processo de erosão.


RELEVO

O relevo do semiárido possui especificidades e formas, que foram modeladas durante milhões de anos na história da Terra. O clima característico da região é um componente importante na composição desse processo. Como resultado, algumas formações de relevo são encontradas no semiárido, e são citadas abaixo:

• Chapadas Altas
• Chapada Diamantina
• Planalto da Borborema
• Superfícies Retrabalhadas
• Depressão Sertaneja
• Superfícies Dissecadas dos Vales do Gurguéia, Parnaíba, Itapicuru e Tocantins
• Bacias Sedimentares
• Superfícies Carstícas
• Áreas de Dunas Continentais
• Maciços e Serras Baixas

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